A vez do vídeo digital na publicidade

A vez do vídeo digital na publicidade

Desde o começo de 2015 e até mesmo antes dele chegar, especialistas, pesquisas e estudiosos do mercado de social já anunciavam que os conteúdos em formato de vídeo viriam com força total. Um relatório da Cisco, por exemplo, revelou que para 2017 a projeção é que 69% do tráfego da internet venha de vídeos online, isso sem contar as navegações por dispositivos móveis. Em uma pesquisa divulgada nesta semana, a informação é ainda mais reveladora: as marcas investiram mais de 200% em anúncios no YouTube neste ano.

Entre as marcas norte-americanas que mais apostaram no YouTube o ranking fica com o Wallmart ($ 17 milhões), Amazon ($ 10 mihões), e Apple ($ 6 milhões).

Com o poder de captar a atenção em poucos segundos, cativar e transmitir os valores de forma subjetiva para o público, os vídeos também vem sendo apontados como um tipo de conteúdo estratégico no processo de decisão de compra. Isso foi o que Vikram Tank, gerente de produto do Google, revelou ao Digiday ao comentar que todos os dias o YouTube ajuda as pessoas a fazerem melhores compras a partir de reviews de produtos, conselhos e inspirações.

Boa parte desse processo conta com a ajuda de influenciadores que são os responsáveis pela produção do conteúdo independente, muitas vezes contendo reviews, opiniões e experiências com produtos e marcas. Além da exposição dentro desses conteúdos, as marcas ainda podem combinar seus anúncios de produtos por canal pensando na sua audiência.

Do outro lado, o Facebook, que no último ano apostou pesado em sua plataforma nativa de vídeos chegando até a tirar a visualização automática do YouTube dentro da rede social por um período, também teve resultados surpreendentes. Foram mais de 8 bilhões de visualizações de vídeos por dia no terceiro semestre de 2015, número surpreendente levando em consideração que em 2014 a visualização no mesmo período foi de apenas 1 bilhão.

Esses números do YouTube e do Facebook são tão representativos que eles podem até apresentar uma concorrência aos anúncios feitos em televisão. Isso por que esses canais requerem um investimento bem menor em comparação ao espaço em canais e horários de destaques, oferecendo uma melhor relação de custo benefício entre audiência X investimento. Soma-se a isso ainda a possibilidade de maior segmentação do anúncio atingindo somente o público alvo desejado e a possibilidade de uma análise de performance profunda que pode ser feita por tipo e formato de conteúdos, otimizando a produção de conteúdo e dando a possibilidade de criar vídeos com mais fit com a audiência desejada. Possibilidades que ainda são limitadas quando se trata de anúncios feitos na TV.

Mesmo com uma dificuldade maior de produção e maior necessidade de investimento do que os outros tipos de conteúdos, o vídeo vem se mostrando um formato interessante para as empresas apostarem. Com resultados tão reveladores em 2015, alguém ainda dúvida que os anúncios em vídeos e a produção desse tipo de conteúdo vem com tudo em 2016?

Fonte: Scup


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