As mídias tradicionais e a necessidade de se adaptarem ao Digital

As mídias tradicionais e a necessidade de se adaptarem ao Digital

Ainda se falado de impresso, as editoras de revistas estão se desdobrando para se manterem, a editora Abril, precisou finalizar diversos títulos de publicações para continuar relevante, os departamentos de criação precisaram pensar em formas de integração com o digital e trabalhar cada vez mais em conjunto com agências e anunciantes. Dois exemplos de como isso funcionou muito bem são: Nivea Sun Kids (http://www.publiabril.com.br/cases/457) e mais recente da revista Elle (http://www.adnews.com.br/midia/edicao-comemorativa-da-elle-reflete-leitor-na-capa), onde usaram o suporte da revista com recursos das novas tecnologias. para o caso dos jornais a solução tem sido a versão online das versões impressas, talvez seja muito pouco para acompanhar as mudanças que estão ocorrendo com cada vez mais rapidez.

Para a TV e o Rádio o caminho é menos penoso, pois já utilizam e muito dos novos recursos, sendo um dos pilares principalmente no rádio a participação do ouvinte. Um exemplo bem sucedido é o da BandNews FM que utiliza informações dos ouvintes sobre a situação do trânsito, através de SMS, Whats App ou Twitter. No IAB Social Media Insights, que ocorreu em 28 de abril de 2015 (http://www.adnews.com.br/midia/como-as-velhas-midias-trabalham-no-ambiente-digital), Bruno Venditi, chefe de redação da BandNews FM, fala sobre a confiabilidade da informações dada pelo ouvinte “Nós temos uma filosofia de que quando o ouvinte escreve pra rádio, ele tem razão. Dificilmente está pregando uma peça”.

A TV ainda reina quando se fala em audiência e bolo de investimento publicitário, mas esta mídia também sabe o quanto é importante estar atento as mudanças, e de como trabalhar com o digital. Ela tem consciência de que hoje ela divide a atenção com a ‘segunda tela’, desta forma é preciso então aproveitar este recurso, e usar o telespectador para compartilhar a informação da TV, principalmente, mas redes sociais usando a segunda tela.

Tiago Leifert, apresentador e editor-chefe do Globo Esporte, disse no IAB Social Media Insights que atualmente um assunto só pode ser considerado pautável se for passível de compartilhamento pelos usuários das redes sociais. Pois ao ter o conteúdo compartilhado é porque o telespectador gostou do que viu e isso da credibilidade a informação. Desta forma a mídia tradicional pauta o conteúdo disseminado nas redes sociais, e com isso ele fica  a mercê de elogios e re-compartilhamentos, mas também de críticas.

Ainda se tratando de TV um recuso bem utilizado pelas emissoras, principalmente quando se tratando de jornalismo, foi a criação do ‘jornalismo cidadão’, onde os telespectadores podem filmar situações do dia a dia, que tenham pauta jornalística, e enviar para as emissoras. As mesmas fazem a triagem, e sendo relevante para a sociedade, a exibem em seus telejornais dando os créditos a quem filmou e enviou.

É importante e interessante ver como as mídias estão se integrando, o crossmedia tem se tornado cada vez mais indispensável na comunicação e no marketing, e como já é dito desde que surgiu a TV e se ‘pregava’ que o rádio ia acabar, “Uma mídia não elimina a outra”. O que as novas mídias fazem é com que as anteriores se modernizem e se adaptem a nova realidade, e isso é muito bom pois ganham todos com estas mudanças.

 

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